Diocese de Juazeiro

As marcas de um bispo franciscano na Diocese de Juazeiro/BA

Dom Carlos Alberto Breis Pereira, OFM, ou, como gosta de ser chamado, Dom Beto, ficará em nossas lembranças não apenas porque foi o 4º Bispo da Diocese de Juazeiro, mas, sobretudo, pelas marcas que deixou nessa Igreja “nordestina, juazeirense e franciscana”.

Nomeado em 2016 pelo Papa Francisco, primeiro como Bispo coadjutor, em 07 de setembro desse mesmo ano assumiu a missão de ser nosso Pastor diocesano, com marcas de um estilo franciscano de proximidade a todas as categorias do Povo de Deus.

Francisquense de Santa Catarina, ainda como frade optou por ser “nordestino de coração”. E aqui chegou encarnando nosso jeito sertanejo, com direito a mitra e estola de couro, a aboiar com os vaqueiros, e caminhar – sandália no chão – em tantas romarias, desde os Campos Alegres até as Grutas, como em Patamuté.

Sob as bênçãos de N. Sra. das Grotas, desempenhou durante sete anos seu pastoreio nessa Diocese, às margens do Velho Chico, no coração do Semiárido Brasileiro.

Como Bispo de Juazeiro, enfrentou o desafio de ser pastor de uma Igreja situada em uma extensa área de 56 mil km² e formada por nove (09) municípios: Casa Nova, Campo Alegre de Lourdes, Curaçá, Juazeiro, Pilão Arcado, Remanso, Sento Sé, Sobradinho e Uauá.

Com ele, celebramos nossos 60 anos de caminhada diocesana, com as marcas de uma Igreja samaritana e missionária, enraizada no chão destas “terras sempre quentes”, sem nunca perder as fontes evangélicas e franciscanas de solidariedade aos mais empobrecidos.

Aqui deixa um legado marcado especialmente pela proximidade com todos, pelo cuidado com as vocações – como sinal visível, edificou o Seminário Maior Dom Tomás Murphy, primeiro da Diocese – e amor especial pelos pobres. Destes últimos vale lembrar a reativação da Casa Dom José Rodrigues, com o atendimento à crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, o apoio às Pastorais Sociais e a denúncia das situações que ameaçavam a dignidade humana na região (mineradoras, grileiros, degradação do Velho Chico). Deixa no norte baiano a marca de ter sido seu “Bispo Franciscano”, de nome e conteúdo.

Texto e arte: Pascom Diocesana

Deixe o seu comentário





* campos obrigatórios.